Mercado projeta inflação mais alta

Selic permanece em 2%. Ainda de acordo com o boletim Focus, a taxa básica de juros deve fechar este ano a 2%, subindo para 2,50% no fim de 2021.

Economistas consultados pelo Banco Central fizeram novo ajuste para cima em sua projeção para a inflação este ano e agora esperam um IPCA de 2,12% em 2020, mostrou o relatório Focus nesta segunda-feira, 05 de outubro. Esta foi a oitava elevação seguida na projeção, que na semana passada apontava para uma inflação de 2,05%.

Apesar das altas sucessivas, a expectativa dos economistas ainda está bem abaixo da meta do BC, que é de inflação de 4% este ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos. Para 2021, quando a meta cai para 3,75%, expectativa está em 3,00%, sobre 3,01% na semana anterior.

A projeção para a taxa básica de juros, que está atualmente em 2% ao ano, menor patamar da história, ficou inalterada em 2% para o final deste ano e em 2,50 para o final de 2021.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar ficou em R$5,25 este ano pela 5ª semana consecutiva. Para 2021, a projeção ficou em R$5,00 pela 12ª semana consecutiva. Já para 2022, a projeção ficou em R$4,90 e saiu de R$4,85 para R$4,80 2023.

 

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) saiu de menos 5,04% para menos 5,02% para este ano. Para 2021, a estimativa permaneceu em 3,50%. As projeções ficaram em 2,50% para 2022 e 23.


O relatório Focus mostrou também uma piora da projeção para a entrada de investimento direto no país (IDP) neste ano e no próximo. Expectativa é que o IDP fique em 51,26 bilhões de dólares em 2020 e em 65 bilhões de dólares em 2021, frente a projeções de 55 bilhões de dólares e 68,50 bilhões de dólares, respectivamente, há uma semana.

As estimativas para o déficit em transações correntes, por outro lado, foram reduzidas, para 6,81 bilhões de dólares em 2020 (7,20 bilhões de dólares antes) e 17,00 bilhões de dólares em 2021 (19,45 bilhões de dólares antes), com expectativas melhores para as exportações.

 

Fonte: Reuters

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